sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Além do Medo

Você é muito louca.
Nossa, não sei como teve coragem de fazer isso!
Mas não tem medo do que vão dizer?
O que sua família diz sobre isso?
Mas, mas, mas...
Como?  Por que? Pra que? Como consegue? Como?
Como consegue ser você? Como consegue ser você sem se preocupar com nada?
Mas os outros... Mas os outros vão dizer... Como? Como consegue? Me diz!
Não dói ser você mesmo?

O suplico dos desesperados. As perguntas desesperadas por respostas. As respostas que chegam sem resposta alguma. O ser perdido em si mesmo. A vida que se perde antes do fim. A vida que morre em vida.

O suplico dos desesperados por vida ressoam como intermináveis indagações para os que vivem uma vida sem se esconder de si mesmos.

Eu, deste lado da vida, não entendo do que sentem tanto medo.
Medo do que vão dizer?
Por que eu deveria levar em consideração a opinião de pessoas que eu não conheço?
Elas sabem o que eu deveria fazer da minha vida melhor que eu?
Essas pessoas conhecem os meus mais íntimos sentimentos? Os meus mais profundos desejos? Essas pessoas querem meu bem mais do que eu mesma quero?
Então por que suas palavras carregam tanto veneno?
Por que suas intenções são tão amargas?
Por que teu dedo aponta quando diz que está opinando?
Por que meu próprio ser me diz para me preocupar em viver enquanto teu ser lhe diz para se preocupar com os outros e esquecer de viver? Esquecer do que quer. Esquecer de quem é.

Do que tem medo? Por que se esconde de si dentro de si?

Não dói se olhar no espelho e não reconhecer a si mesmo?

Não tem medo de viver uma vida que não te orgulha?
Não tem medo de morrer e descobrir que nada viveu?

Um vestígio de vida. Respingo de vida. Suplica pela vida.
Cadê tua voz?
Secou na garganta?
Selou as palavras. Trancou a vida. Secou a vontade da vida de viver sua própria vida.
Por medo, medo de encarar as palavras venenosas dos julgadores.
Mas no íntimo a vida continua sedenta por vida.

Não deixe que te calem, não deixe que sequem sua vontade de viver.
Arrebente as linhas que te calam!
Photo: Rafael Avancini
Modelo: Jully DeLarge
Procedimento: Luciano Iritsu







Saia de perto de mim medo frouxo, pois medo algum tenho eu em viver uma vida sem medo.

Photo: Edgar Salazar







Me permito sentir, sentir, viver, sentir a vida, sentir a emoção da vida; sentir os prazeres da vida, sentir o prazer de viver a vida; sentir tudo o que há de sentir com a vida.
Photo: Rafael Avancini
Suspensa: Jully DeLarge
Suspensão realizada por: Luciano Iritsu
Texturas Sonoras: Jorge Peña




O recompensador da vida é encontrar pelo caminho pessoas que te fazem voar... Ao som do Universo.
Photo: Rafael Avancini
Suspensa: Jully DeLarge
Suspensão realizada por: Luciano Iritsu
Texturas Sonoras: Jorge Peña






O que me deixa ainda mais feliz:
Ter encontrado meu ser além do medo.
Me sinto forte, me sinto completa.
Ninguém pode me deter. 
Photo: Rafael Avancini
Perfurações: Luciano Iritsu
Modelo: Jully DeLarge
Neste momento, ouvindo meu playlist do Led, observo a foto acima. Esta foto me remete inúmeras sensações, um misto de superação, prazer e satisfação.
Se permitir ir além do medo é permitir encontrar seu novo ser do outro lado da experiência.
Obrigada Rafael Avancini e Lucinao Iritsu pelo momento incrível. Obrigada por eternizar tão belo momento em uma foto tão bela!


Muitas coisas nessa vida me fazem refletir, pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma, e uma dessas indagações é sobre a minha própria sexualidade. Por que meu sexo ofende? Por que as pessoas usam a minha sexualidade contra mim? Por que eu não posso ser uma mulher que gosta de sexo, que simplesmente gosta de trepar com outras pessoas e seguir com a minha vida sem que isso se torne uma ofensa?
E a única conclusão que consigo chegar é que: seres humanos são uma bosta.

Gente que surgiu de uma boceta e mesmo assim acha que mulher que trepa não presta.
Vocês têm muito o que aprender.
E toma um close!

Photo: Rafael Avancini
Perfurações: Luciano Iritsu
Modelo: Jully DeLarge







Gosto de trepar e goto de mostrar sim!

Vocês estão tão errados em achar que mulher deve se envergonhar por trepar que não consigo entender como acham que estão certos.




Uma cena amadora minha e do Nickk está disponível para os sem vergonha de plantão <3
Porque fomos além da vergonha e do outro lado encontramos um universo repleto de prazeres sem vergonha.

http://www.xvideos.com/video9638320/jully_delarge_e_nickk_-_porn_amador






E eu amo boceta. Acho triste ter que sufocá-la com roupas.

Bocetas livres, já!
Livres de roupas, de opressão, de cagação de regra.
Você não vai deixar de ser uma mulher que presta só porque dá muito por aí.
Já passou da hora de entender que boceta não vem com prazo de validade, que pode usar a vontade que não estraga não.

Photo: Les Chux


Pode tocar a vontade também.
Sinta-se livre para se sentir, mulher! Se dar prazer!

Vai ser bom, você vai gostar.
Photo: Felipe Bertarelli










Sou Jully DeLarge, dizem que sou louca por viver assim.

Eu digo que os loucos são vocês por não viverem.











sexta-feira, 21 de março de 2014

Libertinagem Nossa de Cada Dia

Meu noivo e eu buscamos constantemente elevar ao máximo nossa vida sexual, e essa busca nos fez quebrar inúmeras barreiras sociais, que consequentemente mudou por completo o modo que lidamos com a nossa intimidade. Temos a consciência que nossas escolhas afetam apenas a nossa própria vida e a de mais ninguém. Por enxergar e lidar com o sexo com extrema naturalidade, ingressamos no mundo do Alt Porn (pornô alternativo).
Atualmente meu noivo e eu gravamos vídeos pornô com aquela pegada amadora, que assim como nós, tenho certeza que você também pira!
Nós mesmos gravamos nossos vídeos, nosso único auxilio é um tripé, por este motivo levamos mais tempo que habitual para gravar, devido o tempo que levamos para ajeitar ângulo, luz, foco e todas essas coisas técnicas mas o legal disso é que todos os momentos durante as gravações se tornam extensões da nossa vida intima, a câmera já participava das nossas trepadas, por isso rola tudo de uma maneira muito natural.
Por eu ser uma pessoa muito exibicionista e mente aberta, transgredir para a ideia de muitas pessoas tendo acesso a minha vida sexual nunca foi um problema para mim, muito pelo contrário, sempre me pareceu uma opção muito válida.
À partir de agora, além de compartilhar o bom e velho entra-e-sai, vamos compartilhar também toda nossa rotina ao gravar os vídeos e mostrar o quão divertida a vida se torna quando fazemos o que realmente gostamos! Muitas risadas, amor, tesão e aqueles erros de gravação para vocês se divertirem com a gente também! 



No vídeo abaixo vocês podem conferir o making of de alguns erros de gravação! hahahaha


Este foi um dos vídeos mais divertidos que já gravamos, trepamos nos corredores e nas escadas do motel e quase fomos pegos algumas vezes! hahaha
E tem cenas de uma rapidinha que gravamos numa praça pública com direito a gozada na cara. Está delicinha este vídeo!
Ainda não tem previsão de lançamento mas só curtir as páginas abaixo para ficar por dentro das datas de lançamento deste e de outros vídeos que ainda estão por vir!

Jully DeLarge
Xplastic AltPorn




Para você que ainda está curioso sobre nossa vida, assista o vídeo abaixo. Neste vídeo falamos sobre alguns fetiches, sobre como nos conhecemos, e um pouco mais sobre nosso trabalho.
O vídeo completo pode ser visto no site mais delicia do Brasil! Este vídeo é a mini websérie deste mês, toda sexta feira tem episódio novo, basta se tornar membro e se deliciar com o conteúdo!
Acessem: http://www.xplastic.com.br/





Muito obrigada pela visita, espero que tenham se divertido! Sempre que possível vamos compartilhar com vocês um pouco mais sobre nossa rotina que de rotineira não tem nada! hahaha
E compartilhe com a gente suas histórias nos comentários, tenho certeza que vocês tem tanta história maluca para contar quanto a gente. Vamos adorar ler suas histórias!
Grande beijo e até a próxima!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pólos Que Habitam Em Mim

Photo: Aivan Moura
Tão doce e amarga, tão calma e facilmente irritável, tão sonhadora e realista. Essa sou eu sendo eu. Me conheço há tempo de mais para dizer que sou apenas um dos pólos, que não habita em mim inúmeros extremos. Sou de carne, de sonhos não palpáveis; de ossos, de humor muito longe de ser sólido; de sangue, de uma corrente inconstante de pensamentos. 
Rolo, pulo, corro e quando me canso durmo nas nuvens de algodão, naquelas de maior altitude, são mais pomposas dos que as que estão mais próximas do chão. E as como quando se transformam em algodão-doce. Brinco de carrossel nos anéis de Saturno. Assumo o lugar da bailarina na minha caixinha de música preferida. Sigo até o final do arco-íris para encontrar o pote de ouro mas só para trocar por um arco-íris feito de pirulito. Aposto corrida com um cometa, mas sempre peço pra ele me trazer de volta pra casa, nunca lembro o caminho. E quando quero ficar só, me imagino como um plâncton nas profundezas das águas mais escuras, seguindo seu caminho sozinho conforme a dança incessante da maré. E quando a larica bate vou atrás do hambúrguer de siri.
Um humor de velha, uma imaginação de menina, essa sou eu sendo eu novamente. Uma jovem velha menina. Um paradoxo constante. Uma existência inconstante. Um vendaval de emoções, uma feição pouco amigável, uma busca incansável pelos prazeres do viver, das sensações ainda não sentidas, dos mundos ainda não conhecidos, dos sabores ainda não experimentados. E enquanto a realidade nutrida por corações obscuros insiste em roubar o brilho das cores, eu prefiro continuar a brincar de esconde-esconde na poeira cinzenta da lua.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uma Brisa Gentil

Photo: Aivan Moura
As noites frias e as tardes quentes exercem uma nítida influencia em mim e me ensinam a contemplar e a compreender os opostos. O frio, com toda sua rigidez, abraço gélido e um olhar solitário me aquece. Me aquece porque me faz apreciar uma cama quente para repousar, me faz valorizar um abraço aconchegante e caloroso, me faz buscar um olhar apaixonado e sedento por uma noite interminável de amor e loucuras. Uma dose de conhaque, duas, três... Assistir um filme enrolada no edredom, comer brigadeiro de panela, ter eargasms ouvindo Portishead no meu quarto fechado e escuro enquanto escrevo meus pensamentos. Trepar durante um banho quente, adormecer nos braços de quem amo. O frio me ensina o valor e a importância do calor, de me sentir aquecida por sentimentos tão verdadeiros quanto o Sol que nos proporciona vida, da importância de me aproximar das pessoas e lhes oferecer meus mais calorosos sentimentos. De apreciar os primeiros raios de Sol pela manhã.
Por sua vez, os dias quentes com todo seu esplendor e cores cintilantes me faz lembrar que a vida não se resume apenas nos meus pensamentos não-lineares e insanos, que a vida só é vida porque temos uma Mãe Natureza bondosa. Me faz lembrar o quanto eu amo as folhas das árvores reluzentes sob a luz do Sol, o quanto eu amo a sombra fresca que as árvores me propiciam e gentilmente me convida a repousar e ler um livro, ou simplesmente repousar e contemplar as nuvens encenando um filme extraordinário com personagens tão excêntricos e pomposos no imenso telão azul chamado céu. Me faz reverenciar ainda mais a magnitude e a importância da água, a água que me permite viver e me refrescar. Eu amo mergulhar na água fria de uma cachoeira num dia quente de verão. Eu simplesmente amo sentir uma brisa fria numa tarde quente, me faz perceber que o frio também é acolhedor e gentil.
Uma manhã cinzenta e um vento frio me proporcionam mais alegria do que uma manhã ensolarada, confesso. Não sei exatamente o porquê mas sei que é assim. Talvez se deva ao fato da minha pessoa ser mais introvertida e melancólica, ou talvez seja apenas eu tentando me justificar a mim mesma. Não menosprezo a benevolência dos dias ensolarados, eles sempre me dão uma nova perspectiva, me ensinam muito. Mas eu me identifico com o frio, somos existências semelhantes. Com toda minha frieza apenas esperando alguém que me compreenda, busque se aconchegar, e perceba que  posso ser gentil, assim como a brisa fria numa tarde quente. E assim como eu compreendo o frio eu encontrei alguém assim, que me compreende além dos sentidos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Olhar Sagaz

Do ensaio "A Distorção dos Sentidos e a Essência dos Desejos"
Photo: Aivan Moura
O convite foi feito. Um olhar sedento por prazer exala a curiosidade incontida sobre nossa intimidade. Acenda as luzes, feche os olhos e apenas desfrute o momento. Minha língua desce lentamente e sobe até a cabeça lambuzando tudo pelo caminho; desço novamente de encontro a seu ponto fraco, seu corpo se contorce e não nega o intenso tesão que te domina. Sinto seu prazer crescer em minha boca e meu prazer escorrer pelas minhas pernas. O olhar curioso não perde um detalhe sequer, tudo é registrado, a excitação crescente preenche cada espaço do quarto, preenche cada espaço em nós.
Numa forte e profunda penetração nossos corpos não mais contidos se entregam, se esfregam, se deliciam, e a cada entra-e-sai incessável ouço meus gemidos mais e mais altos. Ah, nosso bel-prazer! Um exibicionista libertino, ir mais e mais além é o que importa! Não se cansa, quer se exibir em todas as posições, em todas as direções, não se intimida! 
Em um movimento me poe de quatro e me penetra cada vez mais forte e mais rápido, me molho cada vez mais, te sinto maior e mais duro; o click da câmera cada vez mais veloz acompanha nosso ritmo. 
Meus olhos encontram os seus com um olhar de pura malicia que já nos é intimo, um beijo molhado de tesão faz nossa respiração ficar cada vez mais intensa. Suas mãos me acariciam, me apertam, me arranham e me fazem gemer ainda mais alto. Não me contenho, entrelaço os dedos nos seus cabelos e os puxo com força, um sorriso maléfico surge; outro ponto fraco te faz delirar. Me castiga com puxões de cabelo ainda mais fortes, me coloca de frente com as pernas nos ombros, me lança um olhar de carrasco e mete com tanta força que um alto gemido nos surpreende; lembro por um momento que é um local desconhecido pela nossa libertinagem mas o olhar libidinoso e a câmera voraz parecem se empolgar ainda mais. O breve pensamento se dissipa e é substituído rapidamente por um gemido ainda mais alto. Minhas pernas tremem, minhas unhas penetram em sua pele, sinto o gozo chegar! Me contenho pois quero que o momento dure mais e mais, mas a excitação nos domina e junto contigo gozo de um prazer imensurável!
Um sorriso em nossos rostos é evidente, e o olhar sagaz do curioso se mostra tão satisfeito quanto nós. O momento acabou mas a experiência foi registrada pela câmera voraz e estará eternizada em nossas vidas.
Do ensaio "A Distorção dos Sentidos e a Essência dos Desejos"
Photo: Aivan Moura


A Distorção dos Sentidos e a Transcendência dos Desejos

Do ensaio "A Distorção dos Sentidos e a Essência dos Desejos"
Photo: Aivan Moura
Sublime vida que habito em mim. Desejos insanos se esvaem e tocam a realidade de um mundo submerso em cinza. Um mundo de sentidos não sentido, de desejos indesejados, de uma realidade distorcida em sua própria realidade.
Sinta, viva, deseje. Deseje ser você em seu próprio reino de pensamentos, deseje que seja teu o seu eu. Esse, o maior desejo do meu desejo que não me contive em ceder.
Meus sentidos que distorcem a visão de quem vê e não enxerga, de quem não compreende o indesejado, de quem é apenas prisioneiro de si mesmo.
Amante da liberdade, saio de mim para compreender o mundo, volto para mim e não compreendo a mim mesma. Compreendo em mim os meus desejos, compreendo em mim o que enxergo e não compreendo porque a vida não é apenas vida.
Vida minha, que seja minha enquanto dure. A magnitude de meus desejos em mim se reconfortam, e através de mim transformam a amarga realidade cinza em um playground colorido.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Deleito da Liberdade

















Inunda-me com um esplendido prazer carnal, prazer emocional, prazer de viver contigo cada segundo.                     Nossos prazeres são nossos, e olhares alheios partilham de nossos íntimos momentos.
Olhares de encanto e repulsa, de cumplicidade e desafeto, de amor e ódio,
que em nossa realidade tornam-se apenas olhares.


As quatro paredes se tornara um carcereiro bestial, 
 
expandimos nossos desejos, não mais cabiam nas barreiras de concreto.
Nosso quarto um paraíso delirante, prazer pervertido, prazer não mais contido.
O temor não mais existe em nosso deleito, gozamos de liberdade, gozamos com liberdade! 


Meu caminho cruzou com o teu, nossos corpos agora cruzam a imensidão de desejos escancarados.
Desejos despirocados, libidinosos, libertinos, sádicos, mágicos.
Liberdade, corpos nus sob a luz do Sol, do luar, das estrelas, se entrelaçando numa trepada fascinante,
porque nosso amor é excitante, nosso amor é alucinante e fascina os olhos de quem vê.
Photo: Aivan Moura





domingo, 19 de janeiro de 2014

Protagonistas e sua Platéia

Temos um imenso desejo em sermos protagonistas de nossas próprias vidas. E aí começa a disputa para ver quem se destaca mais nesse Freak Show. Os mais bizarros estão no poder. A grande maioria não passa de uma platéia qualquer numa apresentação de quinta. Pode ser uma apresentação de quinta categoria mas está sempre recheada de bizarrices grotescas de alto nível, e as poltronas estão sempre todas ocupadas. De início a platéia se incomoda um pouco, mas após alguns minutos se acostumam e por mais que estejam perplexos continuam a assistir. Os protagonistas do show não se incomodam com os olhares de repulsa, pois sabem que mesmo horrorizados, todos continuarão sentados após a cortina abaixar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Gato Demasiado Gato

Photo: Nickk Fotografias
Eu amo gatos, somos bichos que se compreendem e sempre digo que temos interesses recíprocos. Gato quando gosta é sincero você percebe de imediato quando ele vai com a sua cara. Gato não faz cerimônia quando o ser humano chega porque o momento dele consigo mesmo o interessa mais naquele momento. Gato te chama quando quer sua atenção, seu carinho, chega devagar, te seduz com seu rebolado pomposo, te encara nos olhos com um olhar penetrante irresistível e por mais ocupado que esteja você cede ao seu chamado.
Gato não idolatra ninguém porque gato não te enxerga como um ser superior, gato te enxerga como um igual. Sabe respeitar sua individualidade e sabe ser um companheiro fiel e carinhoso; carinhoso quando quer porque gato precisa de espaço, e quando gato não quer ser amado não adianta insistir, gato quer quando quer e você nunca terá seu charme para seduzi-lo a sua vontade. Porque gato é sincero aos seus próprios desejos.
Seu olhar místico, sua presença tranquila, seus dispersos surtos de amor e loucura, seu instinto sádico, uma certa preguiça e mau humor, e acima de tudo sua liberdade em ser o que é o torna um ser mal compreendido.
Gato preto dá azar, gato não ama o dono ama a casa, gato é interesseiro, gato é traiçoeiro e egoísta. Se gato falasse humanês diria: "se vocês são tão ridículos assim problema é de vocês mas NÃO PROJETEM SEUS DEFEITOS EM MIM SERES MAL RESOLVIDOS." Ao menos é o que eu diria se fosse um gato e falasse humanês.
Gato é mal visto por aqueles que não aceitam um ser que assume seu ser, que vive sua vida conforme sua vontade. Um ser livre é sempre mal visto porque foge à compreensão alheia. Ser livre cercado de humanos é uma tarefa difícil mas não é ingrata.
Eu os compreendo, temos interesses recíprocos como disse anteriormente, em sermos nós mesmos neste mundo repleto de idiotas. Sempre digo aos meus gatos que vejo muito deles em mim, mas quando digo isso sempre fazem uma expressão de: "felizmente não existe nada de você em nós" e isso simplesmente me faz ama-los ainda mais.

Photo: Nickk Fotografias


Nudez Repudiada

Que a nudez agride os olhares dos devotos de valores distorcidos isso não é novidade, que a nudez é marginalizada isso não é novidade, pois até fantasma usa roupa nos filmes. Que as pessoas se conformam em não pensar os seus próprios pensamentos já não assusta mais ninguém; e isso é algo que me assusta bastante.
Nudez que causa ódio, nudez mal compreendida, nudez repudiada... Se nudez lhe agride os olhos, mude o paradigma, você está olhando com os olhos errados.
Meus pensamentos são livres, meu corpo é livre e meu espirito grandioso demais para se perder em um mundo onde deveríamos nos encontrar.
Crie sua própria realidade e a vida passará a fazer sentido.



Performance Resistência. Sub Express, São Paulo, 2013. Foto: Rafael Avancini
Com T. Angel e Jully DeLarge


Se roupa fosse natural meu útero faria tricô.


Photo: Performance Casting Off My Womb

Menina Nua dos Olhos

Se o natural é nascer nu, o nu deveria ser o natural. Ou a menina de meus olhos que está sempre nua me engana?
Roupa me aquece, roupa me protege mas não me enobrece, tão pouco dita quem eu sou.
Roupa não é escudo a favor de meus olhos nem dos seus. 
Roupa não cobre minha vergonha pois vergonha alguma minhas meninas enxergam num corpo nu.


Photo: Nickk Fotografias

Jully DeLarge

Jully DeLarge, libertina, bissexual, 23 anos, sou modelo de Alt Porn e mais uma desajustada social que vive sua vida conforme seus próprios pensamentos. Não me prendo a dogmas estabelecidos por uma sociedade com ideais demasiadamente distorcidos. Através da arte corporal e literatura, minhas principais fontes de alimento para a mente, expresso também minha visão sobre a vida, sobre o mundo.
Feminista convicta. Acredito que a liberdade de expressão, de viver, de ser quem você realmente é, é de direito de todos os seres habitantes desta Terra.

"Torna-te aquilo que és."
Certa vez um pensador desajustado disse isso e muitos não fizeram questão de entender, e vejo que II séculos após sua existência muitos ainda não entendem. Continuamos a viver uma realidade fadada a hipocrisia Nietzsche, eu sei.

Através deste blog compartilharei meus diversos e mais íntimos pensamentos com vocês.
Desde já agradeço a visita! Volte sempre que quiser!
E se quiser, deixe um comentário ^^
Obrigada!

Photo: Edgar Salazar