quinta-feira, 23 de julho de 2015

Eu Era Uma Menina de 14 anos e Perdi Minha Virgindade Como Qualquer Muleque

Eu tinha 14 anos quando decidi fazer sexo pela primeira vez.
Não foi com um cara que eu amava, não foi com uma pessoa que eu namorava há um tempão, não foi motivado por qualquer sentimento que me ligava a outro ser humano. Minha motivação? Um sentimento ainda mais humano: o desejo em descobrir ainda mais sobre minha própria sexualidade.
 Me masturbo desde que me lembro por gente. Nunca tive receio em explorar minha buceta, muito pelo contrário, esta necessidade em me divertir com sensações que me causavam prazer surgia com a vontade em saber mais sobre meu corpo, mais sobre mim mesma.
O sexo sempre foi tão natural pra mim que nem senti a necessidade em dizer para o cara que eu era virgem. Não por vergonha ou por assumir que era inexperiente. Na verdade, não queria me sentir troféu de ninguém. Não queria que alguém se sentisse especial por isso.
Estava em uma festa de amigos, típica festa adolescente. Álcool, música alta, banda rolando, drogas, risadas, muita pegação. Meu alvo: o vocalista da banda. Alto, forte, olhos verdes e bem mais velho que eu. O cara que toda menininha pirava. Nos pegamos durante a festa, bebemos, conversamos, rimos... Mas ele teve que assumir o microfone e me deixar de lado um pouco. Neste momento, a casa que era bem grande ficou pequena para tanta gente. Muita gente linda, gente linda e bêbada. Não demorou muito para eu avistar outro cara que mexeu com meus hormônios adolescentes. Enquanto o vocalista gostoso cantava, eu dava uns pegas bem gostoso em outro cara. Estava tão gostoso que nem percebi quando o primeiro cara me viu dando uns amassos no outro. Perdi totalmente a noção do tempo. Arrumei a roupa, o cabelo. Fui atrás de uma breja. Depois daquela pegação louca precisava de uma.
Um tempo depois o vocalista veio falar comigo, não faço ideia do que estava falando, nem me importei em ouvir, apenas disse que queria ir pra casa dele depois da festa. Só lembro dele aceitar. Fim da discussão - por fim quem vai comer será eu - aposto que foi isso que pensou. Mas não me importava o que ele pensava, o que toda a galera chapada da festa estava dizendo, a única coisa que importava naquele momento era me divertir. Me divertir de todas as formas. Foi aí que aconteceu, aconteceu meu primeiro beijo lésbico. Não lembro ao certo como cheguei naqueles lábios, só sei que foi incrível. Loira, cabelos compridos, olhos verdes e uma boca deliciosa. Quando criança sempre brincava com a buceta das minhas primas e elas com a minha, até chegamos a trocar uns beijos mas naquele momento descobri o quanto uma mulher me excitava. Estava quase desistindo de ir com o cara para ir pra casa da loira. Quase. Quando me dei conta estava ele parado na calçada com sua moto me esperando para partirmos. Com uma cara de bosta. Não faço ideia do que se passava em sua mente e também não me importei em perguntar. Só lembro dele dizer: você não tem jeito - aquela frase foi a mais coerente da noite. Finalmente havia entendido quem eu era.
Vadia? Vagabunda? Sem moral? Sim. Mas além disso, eu era uma adolescente que ansiava em descobrir os prazeres do corpo.
 Chegamos em sua casa, fomos direto pro quarto. Nos beijamos, arrancamos as roupas e rolou. Doeu, mas já sabia que seria assim. Não me senti diferente, ainda me sentia eu, só que agora sem cabaço. Essa foi a única diferença. Não me enxergava como vagabunda, indecente e sem dignidade por escolher perder a virgindade com alguém que não tinha vinculo emocional. Deixei o julgamento para os outros, desde muito cedo percebi que os humanos são experts nisso. Nos encontramos novamente depois de alguns dias, tínhamos o mesmo grupo de amigos, neste dia contei que era virgem antes daquela madrugada. Colocou as mãos em meu rosto e me deu um beijo na testa, vi em seus olhos que se sentiu especial. Ri mentalmente e deixei pra lá. Trepei com ele mais umas duas vezes, na terceira foi mais legal. Depois disso nos víamos em rolês aleatórios. Não senti amor por ele, não senti necessidade em ser sua namorada, não queria namorar ninguém, só tinha certeza de uma coisa: as próximas vezes seriam muito melhores.
Conhecer meu corpo foi essencial para me aventurar na união de corpos através do sexo. A consciência sobre a sexualidade fez com que regras opressoras se tornassem ineficazes em minha vida. Não importa quem me julga por ser quem sou, ninguém me conhece melhor que eu, ninguém conhece meu corpo melhor que eu. Ninguém pode me reprimir, pois nunca reprimi meus desejos.
Se preencher de si mesma, ter consciência sobre quem realmente é, te torna plena, te torna forte. Te faz um ser humano feliz em sua própria companhia. Não importa se faz sexo por prazer, por amor, o que importa é não negligenciar sua vida sexual por medo do que vão dizer de você. Por medo, medo de ser quem é, medo de ser mal vista, medo de descobrir sobre o próprio corpo, medo de ter prazer e ser taxada de vadia, medo em descobrir como funciona a própria buceta e descobrir que seu parceiro manda mal. Medo de ser feliz consigo mesma.
Neste ano, 2015, completou 10 anos, uma década que perdi minha virgindade. E a perdi como qualquer outro muleque. A diferença? Eu era uma menina. Uma menina que conhecia sua buceta como a palma da mão. O que me tornei? Um ser humano que conhece o significado de prazer, não apenas em seu sentido como palavra, mas na pratica. Na pratica do sexo, na pratica em fazer escolhas prazerosas, na pratica em ter uma vida plena e feliz comigo mesma e com as pessoas que fazem parte desta minha viagem de descoberta, aprendizado e evolução como um ser humano.

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